José Maria Barcia @ 14:29

Seg, 12/03/12

Guilherme, Zé e Avó,

Hoje derramei todas as cores que outrora vi, todas as sementes que semeei, as estrelas que alcancei, todas as paisagens que assisti ou as tristezas que vivi, Caiem de dentro de mim. . . Agarro-as, desesperado como nunca estive, mas como água elas fogem das minhas mãos inúteis e continuam a derramar do meu interior já vazio para o chão seco. Sinto-me fraco, mas não fico por aqui, sonho ingenuamente que não os perdi.

Desapareceram muito antes de eu reagir, sugados pela terra ou evaporados para o céu. Restam-me gotas nas minhas mãos e derramo agora lágrimas por ti mãe.
Sorte a minha de me restarem gotas, pois essas gotas tão enormes que realmente são, três anos depois, fazem-me sorrir de novo e fazem-me chorar de novo.

Ninguém sabe tanto quanto eu o que vocês sentem, tal como, ninguém sabe tanto quanto vocês o que eu sinto.

Ao vosso lado sinto-me inteiro, sinto que a mãe existe e nessas alturas ela está feliz, sei que sim, por criar pessoas como nós, os filhotes, porque se ela olhar para vocês como eu o faço, ela vê pessoas espectaculares.

 

Francisco Barcia

10 março 2012



Obrigadinho!

 

O Polaroid podia ter ganho o prémio de Blog Revelação do ano 2011 da TVI24, mas infelizmente vocês são uns leitores do caraças e não votaram em nós! Mesmo assim, vamos continuar a escrever, sendo que quem levou a taça foi o @ChicodeOeiras e a sua malta esquerdista! Já percebemos que vocês preferem o Mao ao amor e o Enver Hoxha aos nossos textos bonitos! . Agradecemos a vossa ajuda! Obrigadinho malta!


PS - O Zé Maria obrigou-nos a colocar no final disto: "mas continuamos a gostar de vocês".
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