José Maria Barcia @ 14:57

Sab, 24/03/12

A partir de certa idade é razoável partir do princípio que toda a gente tem problemas. Há maiores e menores: são conhecidos como ''bagagem''. Uma mala enorme que vem mais ou menos escondida e que se vai revelando à medida proporcional ao descobrimento do outro.

 

Os dramas e os problemas são parte inerente e fio condutor da personalidade de cada um. Embora uns possam ser considerados o fim da estrada para uma relação (seja de que tipo for) , outros fazem aquilo que os problemas têm de melhor: uma aproximação entre duas pessoas da melhor maneira.

 

Explico. Se partilhar glórias e qualidades é, digamos, porreiro, discutir e debater problemas e bagagens é quase infinito. Enquanto na primeira conversa, o raio de acção acaba num ''Oh, que giro'' ou ''Não posso, fantástico'', entrar de peito aberto nos problemas alheios é equiparável a mergulhar no meio do oceano. Naquele meio sem ilhas ao pé, sem salvação possível.

 

O mistério no outro, faz procurar mais. E melhor, faz tentar ajudar. Se fores bom, vais querer ajudar. Se fores bom e o outro te interessar, vais ajudar. A capacidade de ajudar parte de um princípio de superioridade. Só posso ajudar se aquele problema específico não me causar grandes maçadas. Ao início, claro está. A jusante, é suposto o problema engolir os dois intervenientes. E nesta englobalidade problemática, cria-se a relação entre essas duas pessoas.

 

Aparentemente, é assim. As relações duradouras estabelecem-se com base em problemas. São as malas e sacos que fundamentam as boas relações pois é aí que dois se juntam para combater um.



Obrigadinho!

 

O Polaroid podia ter ganho o prémio de Blog Revelação do ano 2011 da TVI24, mas infelizmente vocês são uns leitores do caraças e não votaram em nós! Mesmo assim, vamos continuar a escrever, sendo que quem levou a taça foi o @ChicodeOeiras e a sua malta esquerdista! Já percebemos que vocês preferem o Mao ao amor e o Enver Hoxha aos nossos textos bonitos! . Agradecemos a vossa ajuda! Obrigadinho malta!


PS - O Zé Maria obrigou-nos a colocar no final disto: "mas continuamos a gostar de vocês".
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