João Gomes de Almeida @ 03:50

Ter, 20/09/11

Os requesitos da minha senhoria não são os meus requisitos e ainda hoje não sei bem o porquê.

Imaginava-me a viver contigo e a ter filhos, ou cães, ou gatos, ou a aturares-me a mim - como diria o João. Nunca falei com a senhoria e não sei o que ela quer de mim, mas sei exactamente o que tu queres de mim, o que pode quase ser uma desvantagem.

Sei que és rapariga para acreditar que eu sou um príncipe encantado, que não atende chamadas, que tem medo de tudo e que acima de tudo tem medo de te perder, mas, mesmo assim, sou um príncipe, ou então, um mero sapo.

Vou falar, mesmo que não querias, do príncipe que gostaria de ser - e tu sabendo que eu sou monárquico.

Gostaria de ser alto e inteligente, bem-falante e compositor de cantigas de amor, gostaria de ser frio e distante, naqueles momentos que precisas. Queria mesmo era ser conquistador, para te mostrar como a nossa felicidade se poderia tornar facilmente numa dor.

Mas sou apenas um sapo, mal-falante e parco escritor de prosas de amor. Sou assim e não sei se gosto da minha senhoria. Mas sei que gosto de ti, da nossa casa e do gato bem-miante que ainda nem nasceu. Na verdade, meu amor, sou um triste e muito perdedor. Mas sei que te amo, mesmo no telefone longínquo e na dor que te perde ao sentires que não estou perto.

Amor, sabes que sou frio ao ponto de te dizer: amo-te - como quem ama a senhoria e quer mesmo viver contigo, sem nunca te perder.



Guidinha Pinto @ 13:00

Ter, 20/09/11

 

Escrever sobre o amor parece mesmo ser descomplicado, simples e muito belo.

Obrigadinho!

 

O Polaroid podia ter ganho o prémio de Blog Revelação do ano 2011 da TVI24, mas infelizmente vocês são uns leitores do caraças e não votaram em nós! Mesmo assim, vamos continuar a escrever, sendo que quem levou a taça foi o @ChicodeOeiras e a sua malta esquerdista! Já percebemos que vocês preferem o Mao ao amor e o Enver Hoxha aos nossos textos bonitos! . Agradecemos a vossa ajuda! Obrigadinho malta!


PS - O Zé Maria obrigou-nos a colocar no final disto: "mas continuamos a gostar de vocês".
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